Os abortos são frequentemente realizados quando os médicos detetam uma possível deficiência, o que é conhecido como aborto seletivo por deficiência. Isto é uma clara discriminação contra as pessoas com deficiências. Para cada pessoa que vive com uma deficiência, isso transmite a mensagem de que são indesejadas na nossa sociedade.
Abortar uma criança devido a uma deficiência é uma clara violação de todos os direitos humanos básicos e de qualquer “igualdade” que possamos promover. Esta é uma mentalidade perigosa que se manifestou na nossa sociedade, quase destruindo grupos inteiros de pessoas, como aquelas com Trissomia 21, ou Síndrome de Down. Na Islândia, por exemplo, cerca de 100% dos bebés com Síndrome de Down são abortados, com apenas dois a três filhos a nascer por ano desde o início dos anos 2000*.
Quem é que tem o direito de decidir se a vida de uma pessoa vale a pena ser vivida? Se uma pessoa merece nascer? Ninguém deveria ter esse direito!
* https://www.abc.net.au/news/2024-05-01/iceland-prenatal-testing-down-syndrome-ethics/103781058