O movimento feminista inicial, originado no século XIX, era em grande parte pró-vida na sua postura em relação ao aborto. Pioneiras como Susan B. Anthony e Elizabeth Cady Stanton, que lutaram pelo direito de voto das mulheres e pela igualdade, viam o aborto como uma violação tanto dos direitos das mulheres como da santidade da vida. Elas acreditavam que o verdadeiro empoderamento das mulheres vinha através da reforma social que as tirava da opressão, em vez de defender a interrupção das gravidezes. Nos seus escritos, condenavam a prática do aborto, que viam como um produto do tratamento desigual das mulheres pela sociedade, muitas vezes forçadas a isso pelos homens ou pelas circunstâncias económicas. As primeiras feministas argumentavam que, em vez de promover o aborto, a sociedade deveria abordar as questões subjacentes da pobreza, falta de educação e a falta de proteções legais para as mulheres, que muitas vezes as levavam a procurar abortos.
As primeiras feministas acreditavam que tanto o filho não nascido como a mãe mereciam proteção e cuidados. Stanton, por exemplo, referia-se ao aborto como uma forma de “infanticídio”, considerando-o contrário aos ideais de igualdade e justiça pelos quais estavam a lutar. A sua defesa não se limitava apenas a dar voz às mulheres em questões políticas e sociais, mas também a promover uma cultura de vida e responsabilidade. Para elas, os valores pró-vida eram consistentes com os seus objetivos mais amplos de melhorar o bem-estar e a dignidade de todos os seres humanos, particularmente os mais vulneráveis, incluindo os filhos não nascidos. O seu legado reflete uma compreensão mais complexa dos direitos das mulheres, em que o bem-estar tanto da mãe como da criança estava interligado. Para uma leitura mais aprofundada, podes explorar artigos de Feminists for Life e SBA Pro-Life America para mergulhar mais profundamente nas posturas pró-vida das primeiras feministas.
- Feminists for Life – First Wave Feminists
- SBA Pro-Life America – Susan B. Anthony: Pro-Life Feminist
- Feminists for Life – Why I Am a Feminist for Life